Sobre Sintra

Classificada pela UNESCO como Património Mundial na categoria de Paisagem Cultural, Sintra é um sítio pleno de testemunhos históricos e culturais.

Ptolomeu denominou-a de “Serra da Lua”  e no século X, o geógrafo árabe Al-Bacr, descrevia-a como “permanentemente mergulhada numa bruma que não se dissipa”.

Com fundação árabe. O Palácio de Sintra foi residência da Família Real Portuguesa ao longo de oito sáculos. Atualmente é o único sobrevivente dos Paços Reais medievais e as suas imponentes chaminés são um ex-líbris de Sintra.

A partir de finais do século XVIII, o espírito romântico dos viajantes estrangeiros e a aristocracia portuguesa celebra incansavelmente a magia de Sintra e dos seus lugares. Um momento histórico ilustrado pela construção do Parque e Palácio da Pena e pela figura do Rei artista, o D. Fernando II de Saxe Coburgo Gotta (1836-1885).

Situada em pleno centro histórico, a Quinta da Regaleira prolonga este ideário romântico.  Edificada a partir dos “sonhos mito-mágicos” do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920) e do talento do arquiteto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936), apresenta uma mescla revivalista das mais variadas correntes artísticas, influenciada por várias tradições místicas e esotéricas.

Para além dos seus imensos jardins, parques e florestas, que associam de uma forma única a flora mediterrânica e setentrional a árvores e flores exóticas, o litoral sintrense tem praias que são uma referência turística da região. A praia da Adraga foi recentemente distinguida como uma das mais belas da Europa e o cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu, assume-se como um marco simbólico, o lugar “Onde a terra acaba e o mar começa” (Luís Vaz de Camões em Os Lisíadas).